Ninguém perde ninguém, por que ninguém possui ninguém. Essa é a verdadeira experiência da liberdade: ter a coisa mais importante do mundo, sem possuí-la.
Me desculpe! Eu não deveria ter sentido tanto, eu não devia ter dito tanto, talvez eu devesse ter feito pouco, esperado, talvez eu pudesse ter feito dar certo, se tivesse guardado só pra mim. Mas, era meio complicado, sentir tanta coisa, ter tanto a falar, tanto a fazer por nós.
Fico pensando em você o dia inteiro, e querendo saber coisas, que você me escreva, que você me ligue, que você me diga qualquer coisa para que eu possa estar do seu lado.
Às vezes me bate uma vontade de te esquecer. Aí invento de sair com os amigos e esbarro com uma pessoa que tem o mesmo cheiro que o seu. Invento de ler um livro qualquer, mas os personagens principais se parecem com nós dois. Principalmente nas brigas. Ligo uma música no aleatório e adivinha? A nossa música começa a tocar. Passo de música e a próxima diz “You told me you loved me, so why did you go away?” Me irrito e ligo a TV em um canal de filme, aí tá lá passando aqueles típicos romances de Nicholas Sparks. Coloco em um canal de seriado, e dois dos personagens estão se beijando. Desligo a TV e ligo a rádio, mas as propagandas ridículas me lembra o quanto você é ridículo. Aí desisto e resolvo não fazer mais nada. Mas não fazer nada só me lembra a falta que você me faz.
Na verdade, não sou muito bom com as palavras. Sinto-me muito tímido e nervoso. Guardo tudo para pôr no papel. Tenho certeza de que o senhor ficará desapontado comigo, mas sempre fui assim.
Eles brigavam muito, não concordavam em muitas coisas. Na verdade não concordavam em quase nada. Se provocavam o tempo todo, mas apesar das diferenças eles tinham algo muito em comum: eram loucos um pelo outro!
Te amar é como subir uma montanha de bicicleta. É cansativo, dá vontade de desistir e largar tudo, mas sei lá, de uma forma, alguma coisa me diz que a vista vale a pena.
— Prévia do Nosso Primeiro (quase) Amor, Gustavo (via versificar)